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ISSN: 2238-5010 - Jornal da UEM nº 118 - Dezembro/2014

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A Estatística e as Ciências Agrárias e Sociais* Imprimir E-mail
Jornal 111 - Agosto/2013

 
Ronald Aymer Fisher

O professor titular e chefe do Departamento de Ciências Exatas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), Carlos Tadeu dos Santos Dias, enfatiza a aplicação diversificada da estatística na atualidade, mais expecificamente, na área das Agrárias. Já o professor Francisco Cribari Neto, do Departamento de Estatística da Universidade Federal de Pernambuco, discorre sobre a estatística nas Ciências Sociais. Os artigos comemoram o Ano Internacional da Estatística e o início do mestrado em Bioestatística da UEM.

 

Durante o século XX, segundo Salsburg, a estatística revolucionou a ciência através do fornecimento de modelos úteis que sofisticaram o processo de pesquisa na direção de melhores parâmetros de investigação, permitindo orientar a tomada de decisões nas políticas socioeconômicas. Para Stigler, os métodos estatísticos foram desenvolvidos como uma mistura de ciência, tecnologia e lógica para a solução e investigação de problemas em várias áreas do conhecimento.
A chegada de computadores pessoais cada vez mais poderosos foi decisiva e fez com que a estatística se tornasse mais acessível aos pesquisadores dos diferentes campos de atuação. Atualmente, os equipamentos e softwares permitem a manipulação de grande quantidade de dados, o que veio a dinamizar o emprego dos métodos estatísticos.
Hoje, a utilização da estatística está disseminada nas universidades, nas empresas privadas e públicas. Gráficos e tabelas são apresentados na exposição de resultados. Dados numéricos são usados para aprimorar e aumentar a produção. Censos demográficos auxiliam o governo a entender melhor sua população e organizar seus gastos com saúde, educação, saneamento básico, infraestrutura, agricultura, entre outros. Com a velocidade da informação, a estatística passou a ser uma ferramenta essencial na produção e disseminação do conhecimento. O grau de importância atribuído a ela é tão grande que praticamente todos os governos possuem organismos oficiais destinados à realização de estudos estatísticos.

Falar de Estatística Experimental nas Ciências Agrárias, nos remete imediatamente à Inglaterra e ao nome do astrônomo inglês Ronald Aymer Fisher (1890-1962), que aparece na foto de abertura do artigo. Ele haveria de contribuir de forma valiosa com a estatística. Fisher, com os resultados de outro inglês, Gosset, descobriu rapidamente as distribuições amostrais dos coeficientes de correlação simples e múltipla, coeficientes da regressão e a distribuição da razão entre duas variâncias.
O cidadão inglês William Sealey Gosset (1876-1937), aluno de Karl Pearson e conhecido também pelo pseudônimo de Student, descobriu em 1908 a distribuição “t” no intuito de resolver problemas relativos a pequenas amostras (n < 30 elementos). Karl Pearson desenvolveu os estudos do coeficiente de correlação linear. Gosset era químico da cervejaria Guiness na Irlanda do Sul e como o seu patrão não permitia que ele fizesse outros trabalhos que não cuidar da qualidade da cerveja, ele publicava seus trabalhos de estatística como Student, ficando claro que ele gostava mesmo era de estatística.
    
Rothamsted – O período de 1920 a 1940 foi ainda mais fecundo. Fisher preocupou-se com o fato de que em situações experimentais, uma variável era explicada por várias outras, correlacionadas entre si, o que tornava impossível o estudo isolado de cada uma delas. Para resolver esse problema ele desenvolveu, na Estação Experimental de Agricultura de Rothamsted (http://www.rothamsted.ac.uk/), localizada nos arredores de Londres, esquemas experimentais de modo que os efeitos pudessem ser estudados independentemente e, no mesmo período, ele generalizou e deu ideia mais precisa à técnica chamada de análise de variância, até hoje uma das mais poderosas técnicas utilizadas na estatística e nas mais diferentes áreas do conhecimento humano, como em experimentos com: pesquisa com seres humanos submetidos a novas drogas e placebos em medicina; pesquisa sobre novos materiais dentários na odontologia; pesquisa sobre novos métodos de ensino-aprendizagem nas ciências sociais; pesquisa com novos materiais genéticos vegetais ou animais nas ciências agrárias, para citar alguns casos.   
De acordo com Thompson, as contribuições de Fisher à genética podem ser resumidas ao longo das décadas, desde 1920. A partir da década de 2000, as teorias de Fisher se estenderam e têm sido aplicadas às chamadas ômicas. São elas: genômica, transcriptômica, proteômica e metabolômica na busca pela compreensão da biologia dos processos fisiológicos das espécies para as quais todo ou parte do genoma têm tido seu sequenciamento obtido.
    Em tempos recentes, a estatística passou a desempenhar a função de auxiliar o método científico, isto é, vem prestando sua colaboração no setor do planejamento experimental, na elaboração de técnicas para a coleta de dados e participando na interpretação analítica dos experimentos (análise de dados experimentais) e na avaliação dos parâmetros dos modelos utilizados na pesquisa em ciências agrárias, físicas, biológicas, econômico-sociais e na tecnologia agro-industrial.

Produção nacional – No Brasil, a Estatística Experimental nos remete, dentre outros, à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Eslaq/USP), onde a Escola Biometricista propiciou um fértil terreno de exploração no campo da genética, com os trabalhos do professor Friedrich Gustav Brieger e do professor Frederico Pimentel Gomes, que agregou os métodos científicos dos geneticistas com uma matemática mais apurada, dando corpo a uma estatística de caráter experimental que foi utilizada em grande escala nos estudos agronômicos na qual eu e tantos outros nos incluímos como herdeiros desse manancial de conhecimento.
Enquanto outros cientistas trabalhavam, sobretudo, com genética aplicada, usando metodologias ortodoxas, Brieger tinha mais interesse em descobrir novos métodos. Seu primeiro trabalho no Brasil foi com milho e alface e ao estudar o milho foi um dos pioneiros a utilizar a análise genética das populações, em lugar da hibridização, como técnica para melhoramento das espécies. Para isso precisava utilizar modelos matemático-estatísticos sofisticados.
O interesse pela matemática e estatística, inaugurada na Esalq, pelo botânico e geneticista Brieger nos anos de 1930 e difundida por Pimentel, veio a produzir importantes trabalhos como a tese de livre docência Estudos sobre derigrais, sem medo do lugar comum, que marcou época por sua originalidade, o que não é fácil em matemática.
Foi Pimentel Gomes que consolidou o uso da estatística na experimentação agronômica. Foi ele um dos primeiros a aplicar a estatística à Lei de Mitscherlich, que relaciona a resposta de plantas à adubação. Foi visitante na Alemanha e trabalhou com um colaborador de Mitscherlich. Depois disso, empregou nos Estados Unidos a primeira prova de aplicação correta da análise de variância à regressão não-linear nos parâmetros, por uma função exponencial. Foi um trabalho pioneiro no setor.
Depois de sua tese de livre docência, o professor Pimentel dedicou boa parte de seu tempo ao ensino e à pesquisa da estatística aplicada à experimentação agrícola. Suas publicações e livros, como o Curso de Estatística Experimental, já na sua 15ª edição, os cursos dados no país e no exterior, sua participação em reuniões científicas, seus cargos em sociedades diversas, fizeram dele o pai da estatística experimental agrícola no Brasil.
Em síntese, podemos concluir que foi dentro das ciências agrárias que surgiram os fundamentos da estatística experimental. Esse fato contribuiu grandemente para o desenvolvimento científico dessa ciência, notadamente ao melhoramento genético vegetal, sem esquecer que as pesquisas nas mais diferentes ciências, utilizam esses fundamentos.
(Carlos Tadeu dos Santos Dias)

A estatística e as ciências sociais

O aspecto mais central da estatística é sua interface com quase todas as áreas do conhecimento. O eminente estatístico C.R. Rao define tal interface através de uma simples equação: conhecimento incerto + conhecimento sobre a incerteza = conhecimento útil. A Estatística se ocupa do estudo de eventos que ocorrem sob incerteza e, assim, é capaz de transformar conhecimento incerto em conhecimento útil. Dado que quase todas as veias de conhecimento em quase todas as áreas do conhecimento estão sujeitas a incerteza, é a estatística que é capaz de nelas produzir conhecimentos úteis. Ao largo, tudo aquilo que acontece sujeito a incerteza é objeto de estudo desta ciência.
A mecânica inferencial que define a estatística pode ser resumida de forma simples e esquemática. Há uma amostra (conjunto de dados) que foi obtida de uma população. A partir do estudo da amostra deseja-se extrair conclusões sobre a população/fenômeno que a gerou. Isso é feito postulando-se um modelo (representação simplificada da realidade, mas que retém suas características predominantes) que possui elemento de aleatoriedade e que é indexado por quantidades fixas e desconhecidas denominadas parâmetros. A partir da amostra faz-se inferências sobre estes parâmetros, portanto sobre o modelo, portanto sobre a população que ele representa.
A estatística é amplamente usada nas mais distintas áreas do conhecimento. Nelas, transforma conhecimento incerto em conhecimento útil. Sem ela, não haveria conhecimento útil. As aplicações mais emblemáticas envolvem pesquisas eleitorais e previsões do tempo.
A Economia é uma área na qual a Estatística tem sido muito utilizada. As aplicações da Estatística nessa área são tão intensas que fizeram surgir uma subárea: a Econometria. Esta lida com aplicações de métodos estatísticos a fenômenos econômicos sujeitos a aleatoriedade. Vários avanços recentes na literatura de áreas importantes da Estatística, como, por exemplo, séries temporais, foram feitos por econometristas. Uma diferença marcante entre os fenômenos econômicos e aqueles estudados nas ciências naturais reside no fato de que fenômenos sociais são “observacionais” e não “experimentais”, ou seja, as condições em que se realizam não são controladas, diferentemente dos experimentais, que são realizados em laboratórios em condições controladas. Tal diferença motivou o desenvolvimento de métodos estatísticos especificamente desenhados para o tratamento de fenômenos observacionais.
    Ao largo, é necessário reconhecer o amplo e relevante papel que a Estatística tem desempenhado nas mais variadas esferas do conhecimento. Sem a aplicação da Estatística tais áreas do conhecimento não teriam se desenvolvido na extensão em que o fizeram. Por outro lado, as especificidades dessas áreas conduziram ao desenvolvimento de novos e mais refinados métodos inferenciais em Estatísticas. Eu não poderia imaginar uma associação mais frutífera e verdadeira, medida que, como disse Goethe, somente aquilo que é frutífero é verdadeiro.  

(Francisco Cribari Neto)
*Edição: Ana Paula Machado Velho




 

 

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