Jornal da UEM

O site está em processo de atualização. Alguns links de fotos não estão funcionando corretamente.

ISSN: 2238-5010 - Jornal da UEM nº 118 - Dezembro/2014

denizli evden eve nakliyatbursa evden eve nakliyatburdur evden eve nakliyatbolu evden eve nakliyatbitlis evden eve nakliyat
Estou em: Home
O IDH e a desigualdade na Região Metropolitana de Maringá Imprimir E-mail
Jornal 111 - Agosto/2013


“o IDH muito alto alcançado por Maringá se explica por essa lógica de concentração da riqueza e de investimentos não espraiados para o seu entorno”, diz Rodrigues

A professora Ana Lúcia Rodrigues, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e do Observatório das Metrópoles-Núcleo UEM, faz um alerta sobre a distribuição de renda na região, neste artigo sobre a divulgação do IDH de Maringá.

 

O IDH-Índice de Desenvolvimento Humano, recentemente divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), é utilizado como um importante indicador para formulação de políticas públicas no país. Trata-se de uma série histórica de 1980 a 2010, que mostra, por município, a evolução de aspectos relacionados à educação, renda e longevidade (saúde) em 187 países. No ranking mundial, a Noruega é a primeira colocada com 0.977 pontos e o Brasil aparece em 85º, com 0.755 pontos; a Nigéria é o último do ranking, na 187ª posição, com 0.313 pontos.
A classificação aponta quatro faixas de desenvolvimento humano: muito alto (entre 0,800 a 1), alto (entre 0,700 e 0,799), médio (entre 0,600 e 0,699), baixo (entre 0,500 e 0,599) e muito baixo (entre 0 e 0,499). A comparação do período analisado mostra um significativo crescimento do desenvolvimento humano, pois o IDH brasileiro era baixo em 1980 (0.522) e tornou-se alto, em 2013 (0.730).  
A Região Metropolitana de Maringá (RMM) é composta por 26 municípios, sendo o maior IDH o da cidade polo, que se apresenta como a 23ª colocada dentre os municípios brasileiros. Essa excelente posição nacional alcançada por Maringá pode ser explicada pelo seu reverso, ou seja, pela péssima colocação dos demais municípios da RMM, que dentre os 26, tem 11 com IDH menor que o do Brasil.
Este é, portanto, mais um indicador que confirma a histórica desigualdade que caracteriza o desenvolvimento urbano-regional (metropolitano) de Maringá. Um território marcado por intenso processo de segregação socioespacial em que o município polo incorporou majoritariamente população de médias e altas rendas, e afastou para os municípios do seu entorno, os moradores de baixas e baixíssimas rendas. A principal forma de efetivação deste processo foi por meio da constante valorização do preço da terra urbana em atendimento a uma dinâmica de especulação vinculada aos interesses dos agentes do mercado imobiliário e da indústria da construção civil, numa fecunda aliança com representantes do poder público.
O resultado desta aliança foi o afastamento dos trabalhadores em Maringá que, não conseguindo estabelecer sua moradia na cidade, foram residir principalmente em Sarandi ou Paiçandu. O trabalhador mora fora, mas o posto de trabalho se mantém na cidade sede, que concentra todos os investimentos. O Censo Demográfico (IBGE, 2010) mostra que há um movimento pendular (ida e volta diária) de 42.085 trabalhadores que entram em Maringá todos os dias para trabalhar. Destes 20.430 vêm de Sarandi e 9.435 de Paiçandu. Ou seja, as pessoas não têm a opção de moradia onde está o posto do trabalho, por isso, por exemplo, há em Sarandi mais trabalhadores que saem do que os 19.187 que permanecem na cidade. Isso mostra uma concentração de investimentos e de geração de emprego e renda em Maringá, repercutindo diretamente nos resultados do IDH.  
Esse rankeamento evidencia o agravamento da desigualdade entre Maringá e os demais municípios da RMM, demonstrando que a política de desenvolvimento regional tem servido apenas ao incremento da cidade sede da região, conforme aos seguintes dados: dos 26 municípios da RMM 23 apresentam IDH-Renda menor que o do Brasil (que é 0.739); a renda percapita de 23 municípios da RMM é mais baixa que a nacional (R$793, 87); no Brasil 57% dos trabalhadores recebem acima de um salário mínimo (SM) e nessa região os percentuais são mais baixos que os do país, também em 23 municípios. Por exemplo, em Cambira e Munhoz de Mello apenas 37%, em Bom Sucesso 40% e, em Ivatuba e Floraí, 44% dos trabalhadores recebem mais que um SM.
Os indicadores de educação podem ser considerados trágicos, pois são muito ruins para o Brasil e, também, para a região maringaense. Estes índices deveriam derrubar todas as barreiras que impedem a aprovação do projeto que destina 10% do PIB nacional para a educação. Em Maringá pouco mais da metade das pessoas com mais de 18 anos têm ensino médio completo, mas na maioria dos demais municípios metropolitanos a questão é mais contundente, pois os percentuais de moradores com ensino médio concluído são menores de 30%. Os maiores déficits são os de Sarandi com apenas 22% e Paiçandu com 27% de moradores com ensino médio. Isso repercute na formação em Ensino superior dos moradores maiores de 25 anos: Maringá tem apenas 20% com curso superior, Paiçandu, 4% e Sarandi 2,6% de diplomados. Ou seja, o IDH muito alto alcançado por Maringá se explica por essa lógica de concentração da riqueza e de investimentos não espraiados para o seu entorno, contrariando os objetivos das políticas de cooperação regional que devem contemplar o atendimento ao interesse comum do conjunto dos entes participantes. Mas, ocorre o contrário, pois todas as forças locais são catalisadoras de bem-estar que se concentra em Maringá e mantém o seu histórico “extraordinário” desenvolvimento. A profunda desigualdade fragmentadora do conjunto metropolitano é mais perversa ainda em relação a Sarandi e Paiçandu, que atuam como periferias estendidas do polo, constituindo com esta uma única mancha urbana e assimilando os principais ônus do esplendor maringaense.
Assim, podemos afirmar que o decantado 23º lugar nacional não pode ser comemorado plenamente, pois ele se compõe destes contrapontos cruéis, mantidos como única opção para a maioria das pessoas.
A produção dos bônus urbanos e sociais é coletiva, todos pagam o seu preço, mas recorrentemente o coletivo os vê sendo apropriados de forma privada pela minoria da população, mantendo em funcionamento a velha máquina poderosa de produzir desenvolvimento com desigualdade.

 

 

xnxx ısparta escort Belek Rus Escort Anadolu Yakası Ucuz Eskort agario play
Estou em: Home
cafe masa sandalye bina yıkımı hizmetleri otomatik kepenk güç kaynağı buharlı temizleyici ilaç rehberi interbilgi
etil alkol - belgesel indir - orjinal cialis satın al- kamagra jel - aksiyon filmleri - trkçe altyazılı porno - porno izle- porno izle - satılık bahis sitesi