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ISSN: 2238-5010 - Jornal da UEM nº 118 - Dezembro/2014

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Argila como instrumento de estimulação neuropsicomotora Imprimir E-mail
Jornal 36 - Setembro de 2006

Assim como os músculos são exercitados, os neurônios
podem ser trabalhados para aumentar o número de
ligações nervosas e conseqüente incremento
da função cerebral

Rose Koyashiki

O Ateliê de Escultura em Argila, que funciona na UEM desde 1998, tem uma proposta inovadora: utilizar o trabalho com argila como instrumento de estimulação neuro-psicomotora, dentro do conceito da neuroplasticidade.

Embora carregue um nome complicado, a neuroplasticidade é a capacidade de as células cerebrais, neurônios, modificarem-se, adaptarem-se, reorganizarem-se e criarem novas vias neurais. Isso significa que, em casos de danos por doenças ou traumas, os neurônios lesados podem ser substituídos pelos vizinhos, que assumem as funções das células afetadas. Cada estímulo pode resultar em novas aprendizagens, que ficarão registradas na morfologia do sistema nervoso, em forma de sinapses, segundo o professor Marcílio Hübner de Miranda Neto, citado por Valmir Batista da Silva, coordenador do Ateliê. Assim como os músculos são exercitados, os neurônios também podem ser trabalhados para aumentar o número de sinapses, ou seja, as ligações entre as células nervosas. Quanto maior a sinapse, maior a eficiência do processamento de informações no cérebro.

Tensões liberadas - Valmir da Silva explica que, ao trabalhar com argila, a área frontal do cérebro, responsável pelo planejamento das ações, e a área motora, responsável pelo movimento intencional, são diretamente estimuladas. Como resultado, a pessoa tem suas tensões liberadas e apresenta interação criativa, domínio motor, auto-expressão, interação lúdica, expressão da forma tridimensional e desenvolvimento interpessoal. Nesse projeto, também são utilizados os preceitos da arte-terapia, que surgiu para promover a estruturação psíquica pela arte.

Os resultados da iniciativa são animadores. Edvan Dias de Souza, 33 anos, é um exemplo. Ele nasceu com paralisia cerebral e teve uma lesão na área ligada à parte motora que afeta seus movimentos e a fala. Iniciou no projeto em 1998 como aluno e hoje ensina as técnicas de modelagem e escultura, tanto no projeto como no Centro de Vida Independente, que funciona no Bloco 14 do câmpus universitário. No ano passado, entre 100 inscritos, figurou entre os 20 selecionados para a Mostra Paranaense de Artes Visuais. Seus trabalhos, assim como o de outros artistas do Ateliê, ganharam um espaço na loja Bem Brasil, uma forma de ganhar visibilidade.

Auto-estima - Valmir da Silva, que é psicólogo, relata que o desenvolvimento de Edvan de Souza foi registrado por meio de suas obras, que mostram a evolução estética e o domínio das técnicas utilizadas. Mas não foi só a parte artística que apresentou melhoras. Houve, ainda, ganhos social, psíquico e motor, como o reconhecimento de seu talento pelo público, a inclusão social, o incremento na auto-estima, a autodeterminação e autonomia. Silva lamenta que a evolução cerebral não tenha sido quantificada por meio de exames sofisticados, como a tomografia computadorizada, por falta de recursos. Mesmo assim, ressalta que é possível ver que houve evolução motora pelas obras. No início, elas eram mais rústicas, toscas, agora, apresentam formas tridimensionais mais elaboradas e movimentos simétricos, firmes, definidos.

Experiência positiva

A experiência com a argila está sendo empregada fora da UEM pela pedagoga Silvia Mara da Silva entre crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem. A atividade é um sucesso. Silva, que participou do Ateliê de Escultura durante três anos, relata que a argila é um ótimo instrumento no desenvolvimento das pessoas em vários aspectos, quando utilizado de forma sistemática. "A modelagem em argila promove uma estimulação cerebral, a criação de novas redes neurais, e os benefícios incluem melhoras na auto-expressão, na coordenação motora fina, na organização do pensamento, na auto-estima, no relacionamento interpessoal", enumera.

Silva, que atua na área de neurociência e arte-educação, diz que as melhoras podem ser notadas em curto prazo - a partir de três meses - e em qualquer faixa etária. Aponta que o trabalho parte de situações lúdicas voltadas para o aprendizado tanto da leitura como da escrita.

Edvan de Souza também aceita encomendas. Atualmente desenvolve a escultura Dança dos Cisnes para uma senhora. Seu estilo preferido é o abstrato, com expressão geométrica, com poucos detalhes, com um "pé" no cubismo e outro na arte contemporânea. Mas faz também peças utilitárias, como vasos e jarros. Sua obra preferida é O Abraço, que já foi vendida. Sua recompensa é ver as pessoas admirando seus trabalhos e tentando entendê-los.

O projeto é aberto também a pessoas sem deficiência motora. Fábio Cisneros Corveloni, aluno do 2º ano de Geografia na UEM, freqüenta o Ateliê desde 2003. Para ele, a atividade com argila ajuda a relaxar, acalmar e estimula a criatividade. Embora comercialize algumas obras, confessa que é difícil se separar delas. Prefere mantê-las para si ou dar para amigos. Corveloni gosta de passear pelo universo místico, surreal. Seus trabalhos preferidos são dragões, seres sobrenaturais, guerreiros medievais. Também participou da Mostra Paranaense de Artes Visuais no ano passado. Diz que não pensa em fazer da escultura sua profissão, mas também não descarta a possibilidade. Sua obra preferida é Amor ou Ódio.

Mudança de foco - Valmir da Silva relata que, quando iniciou o projeto em 98, sua intenção era um espaço para trabalhar a arte. Depois de começar o curso de pós-graduação em Ciências Morfofisiológicas na UEM, o foco mudou. O objetivo passou a ser um espaço para desenvolver o indivíduo nos aspectos neurológico, psicológico e motor. A modelagem em argila auxilia a pessoa a se reorganizar internamente, a reestruturar-se psiquicamente, a adquirir autoconfiança e auto-estima, a detectar e descobrir potencialidades, além de estimular a formação de novas sinapses e de trabalhar os movimentos mais finos.

O coordenador do projeto ressalta que, em momento algum, interfere na produção dos alunos. Simplesmente, repassa as técnicas utilizadas na modelagem e escultura. Para ele, todos têm condições de fazer esculturas. O problema é que o acesso às práticas artísticas não é disponibilizado no processo de formação, no processo educativo. Diz que a criatividade se disponibiliza pelo oferecimento de espaço com atmosfera acolhedora e receptiva, com liberdade, sem interferência ou julgamento dos trabalhos, onde as pessoas possam expressar-se livremente. Acrescenta que criatividade é a oportunidade de autoexpressão, bastando apenas ambiente propício, materiais e técnicas de manipulação dos materiais para que ela aflore e cresça.
O Ateliê recebe apoio de infraestrutura do Diretório Central dos Estudantes e materiais da Sociedade Éticamente Responsável.

Serviço: Ateliê de Escultura em Argila, Bloco 6, aulas às quartas e sextas-feiras à tarde e quintas-feiras de manhã e à tarde. Fone: 9942-5142

 

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