Jornal da UEM

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ISSN: 2238-5010 - Jornal da UEM nº 118 - Dezembro/2014

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Arcebispo de Maringá é parte da história da UEM Imprimir E-mail
Jornal 112 - Outubro/2013

Nesta edição, rendemos uma justa e sincera homenagem a um dos primeiros professores honoris causa da Universidade Estadual de Maringá, que faleceu recentemente; Dom Jaime Luiz Coelho, um dos idealizadores da Instituição

Por Ana Paula Machado Velho

A UEM ficou de luto no início do mês de agosto. O motivo foi a morte do arcebispo emérito de Maringá, Dom Jaime Luiz Coelho, ocorrida por volta da 1 hora da madrugada da segunda-feira, dia 5, na Santa Casa de Maringá, vítima de insuficiência renal crônica.


O primeiro arcebispo de Maringá desempenhou um papel importante na criação da UEM, cuja história originou-se da junção das faculdades de Ciências Econômicas, de Direito, de Filosofia, Ciências e Letras e mais o Instituto de Ciências Exatas e Tecnológicas. Desse grupo, a primeira a ser criada foi a Faculdade Estadual de Ciências Econômicas de Maringá. A escolha pelo curso teve a influência direta de Dom Jaime.
Ele mesmo contou, em entrevista concedida, em 2005, ao Jornal da UEM, que o então deputado estadual Néo Alves Martins o procurou, sugerindo a implantação de um curso de Direito. Dom Jaime argumentou que Economia atenderia melhor às necessidades imediatas de uma cidade em franco crescimento. Assim, no ano de 1960, era implantada a Faculdade, tendo Dom Jaime como primeiro diretor.
Na data de inauguração, o arcebispo fez questão da presença do governador Moysés Lupion. Para atender a vontade do arcebispo, Lupion, que estava em Paranaguá, alterou sua rota e veio a Maringá a tempo para a criação daquele que seria primeiro curso superior do município e, também, o embrião da atual Universidade Estadual de Maringá.
Outras faculdades foram criadas e, nos idos de 1967, as conversas em torno da fusão delas já começavam a tomar corpo. Em fevereiro de 1969, poucos dias após a posse do prefeito Adriano Valente, foi criado o Grupo de Trabalho para a Implantação da Universidade, tendo Dom Jaime como um dos mais influentes membros que trabalharam para a concretização da UEM.

Honoris Causa – A UEM já prestou diversas homenagens a Dom Jaime. Em 1980, o então reitor Neumar Adélio Godoy (1978-1982) agraciou, formalmente, dom Jaime Luiz Coelho com o título de professor Honoris Causa da UEM (foto). Nos aniversários de 35 e 40 anos da Instituição, ele também recebeu placas comemorativas. E, no ano do jubileu de ouro do curso de Economia, em 2011, houve uma liturgia em homenagem ao arcebispo, pela importância que ele teve na escolha do curso.
A vice-reitora da UEM, Neusa Altoé, também destacou o papel fundamental de Dom Jaime na história da Universidade. “Ele usou seu poder de convencimento para mostrar às autoridades da época a importância da criação da UEM para o progresso da cidade e região”, frisou Altoé, lembrando que o arcebispo foi muito além do pastor. “Ele viveu intensamente a política da cidade, participando ativamente de todos os momentos que marcaram o desenvolvimento de Maringá”. Segundo o reitor Júlio Santiago Prates Filho, Dom Jaime foi “um verdadeiro pioneiro. Sem dúvida Maringá, a região e o Paraná se beneficiaram muito das ideias do arcebispo, que estavam sempre à frente de seu tempo”.

Documentário – Essa característica destacada pelo reitor fez com que o arcebsipo emérito de Maringá fosse importante para diferentes áreas do município. Esta história está contada numa obra audiovisual produzido pela TV 3º Milênio. O vídeo Jaime, uma história de fé e empreendedorismo, mostra a trajetória deste que foi um dos personagens mais influentes de Maringá e região.
O documentário traz relatos de momentos valiosos para a história da cidade e da Igreja Católica. Os entrevistados narram episódios sobre a construção da Catedral; a fundação da primeira faculdade de Maringá; a luta contra o comunismo e a defesa dos pequenos produtores rurais; seu trabalho com os meios de comunicação; entre outros. Além disso, deixa claro que Dom Jaime, que chegou a Maringá em 1957, desempenhou um importante papel na luta pela justiça e pela paz.

A vida de Dom Jaime

Filho de João Amélio Coelho e Guilhermina Cunha Coelho, Dom Jaime nasceu em 26 de julho de 1916, na cidade paulista de Franca. Fez o seminário menor em Campinas, cursando depois Filosofia e Teologia, no Seminário Central do Ipiranga, na cidade de São Paulo. Recebeu a ordenação presbiteral na Catedral de Ribeirão Preto, em 7 de dezembro de 1941. Foi vigário cooperador da Catedral, secretário geral do bispado e chanceler da Cúria diocesana.
Em 1944, foi designado cura da Catedral. No dia 3 de dezembro de 1956, aos 40 anos, foi designado bispo da recém-criada diocese de Maringá. A ordenação episcopal ocorreu em 20 de janeiro de 1957, na Catedral de Ribeirão Preto. Dois meses depois, Dom Jaime assumiu seu novo cargo, empossado no dia 24 de março de 1956.
Em 16 de outubro de 1979, com a criação da Província Eclesiástica e elevação de Maringá a arquidiocese, foi promovido a arcebispo metropolitano. Sua posse como arcebispo deu-se em 20 de janeiro de 1957 .
Em 11 de julho de 1997, depois de 40 anos à frente da arquidiocese de Maringá, Dom Jaime entregou o comando a Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger.
Faleceu aos 5 de agosto deste ano, aos 97 anos, em Maringá, vítima de insuficiência renal crônica.

 

 

 

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