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ISSN: 2238-5010 - Jornal da UEM nº 116 - Julho/2014

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EAD é caminho para democratização do ensino Imprimir E-mail
Jornal 31 - Abril de 2006

Núcleo, inaugurado este mês, oferece Normal Superior,
mas está com cinco novos cursos de graduação
aprovados para serem ofertados nessa modalidade

Flávia Martini

Segundo o IBGE, apenas 9% da população brasileira, entre 18 e 24 anos, está cursando o 3º grau. Desses alunos, 88% freqüentam instituições particulares. Além disso, mais da metade das instituições de ensino superior brasileiras estão no Sudeste, região que também concentra 49% das matrículas. A intenção do governo federal é que até 2010 a oferta de vagas nas instituições públicas aumente 40%, o que no ensino presencial implicaria construções e contratações. Por isso, a Educação a Distância (EAD) vem ganhando espaço e se transformando em um caminho para a expansão ao acesso e a democratização do ensino superior. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação prevê essa modalidade de ensino, já legalizada por meio de portarias, resoluções e normas do Ministério da Educação. Só para se ter uma idéia, em 2004 o MEC já tinha 215 cursos a distância catalogados, ministrados por 116 instituições espalhadas pelo País, todos eles reconhecidos.

Trata-se de uma modalidade em que as atividades de ensino-aprendizagem são desenvolvidas, majoritariamente, sem que alunos e professores estejam presentes no mesmo lugar à mesma hora. Utiliza, além de material didático impresso, gravações de áudio e vídeo, redes de computadores e sistemas de tele e videoconferências. Segundo a pró-reitora de Ensino da UEM, Sônia Benites, a educação a distância veio para aproveitar essas novas ferramentas de comunicação e informação, propiciadas pelo avanço tecnológico. "Não se trata de substituir o ensino tradicional, mas de atingir um número maior de alunos e, abstraindo noções como tempo e espaço, levar a universidade a lugares aonde não chegaria na forma presencial", afirma. Benites observa, ainda, que essa modalidade de educação é inclusiva. "É inegável que haja uma preocupação social embutida na questão, na medida em que a universidade chega, por meio da EAD, a rincões sem acesso à educação superior", diz. O reitor Angelo Priori concorda. "A educação a distância, além de ser um passo importante na história da UEM, tem caráter social porque proporciona ensino superior a quem não tem condições de freqüentar um curso presencial", diz.

Modalidade inclusiva - Benites lembra que quando o assunto é inclusão, as pessoas normalmente pensam em cotas. "Mas o alcance da educação a distância é infinitamente maior que qualquer sistema de cotas para negros e egressos de escolas públicas. No caso das cotas para indígenas, nem dá para comparar. São seis vagas reservadas, por lei, para indígenas, em cada uma das universidades públicas do Paraná", observa. Um outro exemplo da extensão da EAD: a primeira turma do curso Normal Superior a distância da UEM formou 1.146 novos professores, em três anos. Com turmas presenciais anuais de 40 alunos, seriam necessários 30 anos para capacitar esse mesmo número de profissionais. "O tempo é muito menor e a abrangência incomparavelmente maior", aponta a pró-reitora. Quando o assunto é qualidade, Benites afirma que qualquer curso, independente da modalidade, pode ser bom ou ruim.

"Depende de quem faz e isso engloba professores e alunos", pondera. No que diz respeito ao Normal Superior, oferecido na UEM, vale ressaltar que um número significativo de egressos da primeira turma foi aprovado em concurso público, promovido pelo Governo do Paraná. E o número de desistências, segundo a Diretoria de Assuntos Acadêmicos da Universidade, é bem menor quando comparado com muitos dos cursos presenciais. Dos 1.343 alunos que ingressaram na primeira turma, menos de 15% desistiram.

O complexo da EAD da UEM é composto pelo Núcleo de Educação a Distância (Nead), localizado na sede, por sete pólos regionais e 76 centros de estudo. A sede funciona no câmpus de Maringá. Em torno dela estão os pólos em Paranavaí e Sarandi e nos câmpus regionais localizados em Diamante do Norte, Cidade Gaúcha, Goioerê, Cianorte e Umuarama. Os centros ficam nos municípios que se agregam aos pólos. Os professores que coordenam e orientam o curso permanecem na sede em Maringá. Nos pólos ficam os tutores, professores também altamente qualificados, a maioria com especialização e mestrado, além de experiência em sala de aula de 1ª a 4ª séries. Os alunos, atendidos nos centros por esses tutores, deslocam-se até os pólos eventualmente. As disciplinas são oferecidas em módulos e 20% da carga horária, obrigatoriamente, é presencial, caso das avaliações e de participações em palestras com professores convidados, seminários e fóruns. Cada tutor trabalha com grupos de no máximo 25 alunos.

O contato dos professores da sede com os tutores nos pólos é realizado por vídeo ou teleconferência. Referem-se a conteúdos e orientações posteriormente repassadas aos alunos pelos tutores e pela internet.

Infra-estrutura e parceria de cooperação

No dia 12 de abril, foi inaugura do o Bloco H-1, sede do Nead, no câmpus universitário. Num espaço de 400 m2, que custou cerca de R$ 250 mil, estão os laboratórios de produção de material didático, estúdio para geração de videconferências e teleconferências, além de um anfiteatro para eventos e outros ambientes de apoio. Na aquisição dos equipamentos e do material didático impresso, foi investido mais de R$ 1 milhão, obtido no MEC. O Nead será o gerador e transmissor de imagens para os cursos. Cada pólo tem seu próprio estúdio receptor, e os municípios, parceiros na implantação dos centros, disponi?bilizam salas de aulas, um computador ligado à internet para cada cinco alunos e uma biblioteca para pesquisa. Durante a solenidade de inauguração, o reitor Angelo Priori afirmou ser esta mais uma grande obra da UEM: proporcionar o acesso à Universidade e colocar no mercado profissionais que irão contribuir com o desenvolvimento da região. À noite, em outra solenidade, foram assinados convênios e termos de cooperação com os prefeitos dos municípios parceiros do projeto.

A Educação a Distância, na UEM, começou a ser planejada na gestão do reitor Luiz Antonio de Souza (1994-1998), e a proposta do primeiro curso foi aprovada pelos conselhos superiores na gestão da reitora Neusa Altoé (1998-2002). Quando a atual administração assumiu, no final de 2002, já encontrou em andamento a primeira turma do Normal Superior, que formou 1.146 professores. Durante o processo de credenciamento da UEM, o MEC recomendou a reformulação do projeto do curso, de forma a equipá-lo com outros tipos de recursos que superassem o material didático impresso. Hoje, a UEM está credenciada e equipada com o que há de mais moderno em tecnologia de informação para dar suporte à educação a distância. Tanto é que a Instituição colocou o Paraná no mapa da Universidade Aberta do Brasil, ao participar do projeto piloto do MEC que pretende levar cursos de graduação, principalmente para funcionários públicos, em municípios de acesso restrito. O curso de Administração será o primeiro.

Perfil de alunos e professores

As características mais marcantes do aluno que cursa educação a distância devem ser a autonomia, a disciplina, o comprometimento (muito maior, para estudar por conta própria) e a capacidade de organizar seu tempo. Como na pós-graduação, o controle do aprendizado é realizado mais intensamente pelo aluno do que pelo professor e a maior parte da comunicação é mediada por documentos impressos ou por alguma forma de tecnologia. "O aluno precisa de horários para fazer os exercícios, as leituras das aulas, para manter contato com os tutores, em caso de dúvidas, e muita persistência. Refazer o percurso quando necessário, é fundamental", afirma a pró-reitora de Ensino, Sônia Benites. Mas o aluno não fica solto. Nesse processo, a figura do tutor é de fundamental importância. É o motivador e o elemento-chave na interação professor/aluno. As múltiplas possibilidades tecnológicas facilitam a interação entre alunos e aluno/professor por e-mail, grupos de estudos, chats de bate-papo, áudio e videoconfe?rências, bem como nos fóruns e seminários presenciais. Já o professor, além do perfil para docente, deve ser capaz de se comunicar por meio das novas tecnologias de informação, pois será o motivador, facilitador e orientador do processo de aprendizagem, além de dinamizar a interação coletiva. "Por isso, é muito importante investir em capaci?tação", observa Benites.

Mais cursos

A Universidade Estadual de Maringá oferece o Normal Superior, coordenado pela professora Maria Luiza Furlan Costa, do Departamento de Fundamentos da Educação, mas está credenciada pelo MEC para ofertar, além de outros cursos de graduação, cursos de extensão, capacitação e pós-graduação. Já estão aprovados, pelos departamentos da Universidade, os projetos pedagógicos para graduação em Letras, Ciências Biológicas, Física, História e Administração. Todos estão em fase de convênios. O Normal Superior, cujas aulas tiveram início este mês, forma professores de 1ª a 4ª séries do Ensino Fundamental. Esta turma é composta por 2.100 alunos aprovados no vestibular realizado em novembro de 2004. No Paraná, entre as instituições públicas também credenciadas para ofertar educação a distância estão as universidades Federal do Paraná, Estadual de Ponta Grossa e Unicentro de Guarapuava.

 

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